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Trabalho remoto e híbrido exigem atenção: veja os principais riscos trabalhistas para as empresas

29/06/2026

Trabalho remoto e híbrido exigem atenção: veja os principais riscos trabalhistas para as empresas



Apesar de o trabalho remoto já estar consolidado em milhares de empresas brasileiras, o home office e o modelo híbrido ainda geram muitas dúvidas entre empregadores, profissionais de recursos humanos, departamentos pessoais e escritórios de contabilidade.

Pontos como controle de jornada, pagamento de horas extras, fornecimento de equipamentos, ajuda de custo e responsabilidade pelas despesas operacionais seguem entre os principais focos de atenção nas relações de trabalho. A preocupação cresce porque falhas na formalização dessas condições podem render questionamentos trabalhistas e custos extras para as empresas.

Mesmo depois das mudanças feitas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), adotar o trabalho remoto exige cuidado permanente com a documentação, as políticas internas e os acordos firmados com os empregados.

O que caracteriza o home office e o trabalho híbrido

A legislação trabalhista define o teletrabalho como a prestação de serviços realizada predominantemente fora das instalações do empregador, com uso de tecnologias de informação e comunicação. Já o modelo híbrido mistura atividades presenciais e remotas, permitindo que o empregado alterne a jornada entre a empresa e outro local previamente combinado.

Independentemente do formato, o recomendável é que as condições da prestação dos serviços estejam formalizadas em contrato ou aditivo, detalhando regras, responsabilidades e critérios da rotina profissional. Essa formalização reduz divergências futuras e dá mais segurança jurídica à relação de trabalho.

Controle de jornada segue em destaque

Uma das dúvidas mais comuns diz respeito ao controle da jornada de quem trabalha à distância. Embora a lei admita casos em que o trabalhador fique dispensado do controle de horário, muitas empresas recorrem a sistemas eletrônicos de ponto, aplicativos corporativos ou plataformas de gestão para acompanhar a jornada.

Havendo controle efetivo do horário, continuam valendo as regras de horas extras, intervalos intrajornada, descanso semanal remunerado e demais direitos previstos em lei. Por isso, empresas que adotam o trabalho remoto precisam avaliar com atenção como monitoram as atividades dos colaboradores.

Equipamentos, internet e despesas operacionais

Outro tema recorrente são os custos necessários para executar o trabalho fora da empresa. A legislação permite que empregador e empregado definam em contrato quem arca com equipamentos tecnológicos, mobiliário e a infraestrutura exigida pela atividade, além de critérios para o reembolso de despesas com internet, energia elétrica e outras necessidades operacionais.

Estabelecer essas condições com antecedência ajuda a evitar conflitos e diminui o risco de questionamentos futuros sobre os custos assumidos durante o trabalho remoto.

Saúde ocupacional continua na pauta

Mesmo com o empregado atuando fora do ambiente corporativo, as empresas seguem obrigadas a observar as normas de saúde e segurança do trabalho. Orientações ergonômicas, treinamentos, programas de prevenção e ações educativas estão entre as medidas que podem reduzir riscos ocupacionais.

Também é recomendável que as empresas guardem registros das orientações repassadas aos trabalhadores e das políticas internas sobre o teletrabalho, o que auxilia na gestão dos riscos trabalhistas e reforça o cumprimento das obrigações legais.

O papel dos escritórios contábeis e do RH

O avanço do home office e dos modelos híbridos ampliou a necessidade de acompanhamento conjunto entre recursos humanos, departamento pessoal e escritórios de contabilidade. Folha de pagamento, controle de jornada, benefícios, acordos individuais e cumprimento das obrigações trabalhistas passaram a exigir monitoramento constante.

Nesse contexto, revisar periodicamente contratos, políticas internas e procedimentos operacionais tornou-se prática importante para empresas com trabalhadores em regime remoto ou híbrido. Com a continuidade desses modelos, a tendência é que gestão de pessoas, conformidade trabalhista e segurança jurídica permaneçam entre as principais preocupações das organizações nos próximos anos.

Fonte: Com informações de Contábeis


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